Edição de autor. Poucas peças por ano.
Osso por toda parte, papel nas divisórias, tinta no texto. O vermelho aparece uma vez, como assinatura no canto. Nunca preenche, só marca.
O dia não passa, ele fica. Fica na data, no lugar, na ficha técnica que vai junto. Permanência é o que separa uma cobertura de uma peça de acervo, e é isso que a edição de autor procura em cada corte.
Grade dessaturada, luz de dia, pretos abertos. Emoldurada por respiro, filete de 1px e a placa embaixo. Não é um still de cobertura, é uma impressão de galeria.
Não é cobertura. É uma peça. Faço poucas por ano.
Seu dia vira obra: data, lugar, ficha técnica. Entra no acervo.
O silêncio entre os cortes também é meu. É onde a coisa respira.